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Filme: Os esquecidos


Julianne, aqui, não é a esquecida

Novo filme estrelado por Moore deixa público sem respostas

Por Alessandro Fiocco

Julianne Moore no elenco de um filme serve como pretexto para dar uma espiada ou, simplesmente, saber do que se trata. Com um currículo dos mais capacitados, Moore, mera coadjuvante no começo de carreira, tem em sua bagagem filmes como As horas, Magnólia e Boogie Nights, todos interessantíssimos. Neste, ela é Telly Parreta, uma editora que não trabalha há mais de um ano, após um acidente aéreo que matou o seu filho de 10 anos.

Um dia, após um surto psicótico, seu marido e seu psiquiatra resolvem lhe contar que na realidade esse filho nunca existiu e, tudo se trata de uma alucinação dela. Desesperada, ela sai em busca de informações para provar a existência de seu filho e, conseqüentemente, descobrir o porquê dessas pessoas que fazem parte da sua vida terem esquecido a existência do garoto. Julianne mais uma vez não decepciona e, convence, através das cenas dramáticas.

Diferente do que possa parecer, Os Esquecidos de nada lembra filmes como Sexto Sentido ou Os Outros. Aqui, o enredo é outro e, conforme pistas são dadas ao espectador, mais interessante o filme fica.

Em uma determinada cena em que Terry está acompanhada de Ash (Dominic West, de O Sorriso de Monalisa), pai de uma das crianças do acidente de avião — que havia esquecido da existência de sua filha e com a ajuda da editora volta a se lembrar — ocorre uma colisão entre dois veículos e a cena impressiona não só pela veracidade, mas também pelo ângulo em que foi filmada, dando a sensação de que o espectador está dentro do carro.

O diretor Joseph Ruben abusou das cenas panorâmicas para dar a impressão de que, por algum motivo, alguém nos vigia.

No final, alguns questionamentos ficam e nem tudo é explicado e, sim, são dadas informações e pistas que não são respondidas. Não há, por exemplo, uma explicação de quem seria o agente que persegue o casal em todos os lugares, que some e desaparece do nada e que, de forma abrupta, some de vez. Quem seria ele? Sobram apenas suposições.



Postado por: Alessandro às 16h55
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Julia e Cameron

Julia Roberts continua sendo o maior salário entre as mulheres. Embora Cameron Diaz possua o mesmo cachê que Roberts, cerca de 20 milhões de dólares, a loira só emplacou esse ano a dublagem de Shrek 2 enquanto a ruiva participou de duas produções, entre elas, a continuação de Onze Homens e um Segredo.



Postado por: Alessandro às 13h27
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Drops: Meryl Streep irá interpretar Margaret Tatcher no novo filme de Oliver Stone.

             

                 Presença de Anita: Mel Lisboa e todo o elenco da mini-série, com excessão de José Mayer, estão fora da produção cinematográfica prevista para o ano que vem. Manoel Carlos escreverá a adaptação e Daniel Filho dirigirá a convite de Maneco. O autor procura agora uma atriz de 16 anos que seja tão boa quanto Mel, que interpretou Anita na versão televisiva.

                 Oscar: The Aviator , que conta a saga do milionário Howard Hughes, parece despontar entre o queridinho da academia para 2005. Além dos elogios rasgados à obra, Martin Scorcese é alvo de uma campanha encabeçada por Robert de Niro que acha injusto o diretor não ter levado a estatueta nos anos anteriores e, que agora, é a hora. Vale lembrar que Robert já trabalhou com o diretor em Os Bons Companheiros, Casino, Taxi-Driver, O Cabo do Medo e Touro Indomável. Hughes é interpretado por Leonardo DiCaprio, outro cotado para a estatueta, assim como a sempre presente nas nomeações da festa, Cate Blanchett, que assume a identidade da atriz e mito Katherine Hepburn. Ainda no cast Alec Baldwin, John C. Reilly e Kate Beckinsale.

 



Postado por: Alessandro às 09h48
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Deu no site da BBC que os ingleses elegeram as piores frases de cinema de todos os tempos.

O primeiro lugar foi para "Eu sou o rei do mundo", dita por Leonardo Di Caprio em Titanic.  A "prata" ficou para o diálogo de Dirty Dancing em que Patrick Swayze diz "ninguém coloca Baby para escanteio". Fazendo parte do Top3, Quatro Casamentos e um Funeral não é esquecido devido a intrigante frase dita por Andie McDowell: "Ainda está chovendo? Eu não tinha percebido". Foram lembrados ainda diálogos de filmes como Ghost, Nothing Hill, Top Gun e Jerry Maguire.

A pesquisa foi feita na Grã-Bretanha com cerca de dois mil cinéfilos.



Postado por: Alessandro às 16h33
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A hora de Charlize

Atriz dá força ao drama de primeira mulher executada no estado da Flórida

Por Alessandro Fiocco


Aileen e Selby são mulheres rejeitadas pela sociedade. Aileen (Charlize Theron) é uma prostituta de beira de estrada. Quando menina sonhava ser uma diva de Holywood. Queria ser Marylin ou quem sabe, Hayworth. Aos 13, rejeitada pela família, começou o seu sustento: seu corpo lhe garantiu isso. Na outra ponta está Selby (Christina Ricci). Lésbica, saindo da adolescência e mandada para a casa de um casal na Flórida, amigo de seus pais, é rejeitada até mesmo por outras lésbicas em um bar gay que freqüenta. Selby é esquisita, amedrontada, insegura. Um dia ambas se encontram. Duas mulheres ausentes de afeto humano, carentes de toques e atenção. A história de amor transforma-se em uma história amarga, pesada, porém, real.

A verdadeira Aileen Wuornos assassinou seis clientes, de 1989 a 1990, em uma cidadezinha da Flórida. Tudo desencadeado por um ato de extrema violência (em uma cena que incomoda) por um de seus clientes, em que ela é extremamente espancada e quase assassinada. Paralelamente à isso, está apaixonada por Selby, e a garota torna-se uma espécie de cúmplice, mesmo não querendo admitir.

A diretora Patty Jenkins disse em uma entrevista na Alemanha que Aileen, antes de ser um monstro, era um ser humano que cometeu atos bárbaros. A diretora humaniza Aileen e em alguns momentos é possível que o público passe a ver a assassina não mais como vilã, mas sim, vítima do universo em que viveu e a que transformou na figura representada por Theron. A atriz, que leu incansavelmente cartas e mais cartas de Aileen – que se correspondeu com uma amiga durante doze anos – abdicou de toda a vaidade do estereótipo de estrela holywoodiana para compor seu personagem.

Quase 20 quilos mais gorda, com uma máscara de látex que deu manchas e sardas à sua pele, cabelos ressecados, lentes castanhas nos olhos e prótese nos dentes, a atriz definitivamente colocou de escanteio a imagem de loura-fatal e, em alguns momentos, chega a ser difícil reconhecê-la. Mas o mais notável é a sua interpretação. Depois de estudar fitas de vídeo dos depoimentos e julgamentos da verdadeira Aileen, Theron incorporou os gestos pessoais, como o “jogar de cabelos”, ou até mesmo cacoetes, como os que a assassina possuía com a boca. Em algumas cenas, nas de violência especificamente, a atriz precisava se recolher para chorar após as gravações devido à carga emocional contida no roteiro.

Aileen foi executada em 2002, 12 anos depois de sua prisão, através de uma injeção letal. Entrou para a história como a primeira serial killer do Estado da Flórida a ser executada. E também para a história do cinema e para a vida de Charlize, por ter lhe dado, além dos prêmios conquistados, talvez, a maior personagem de sua carreira.



Postado por: Alessandro às 14h07
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Esse espaço destina-se a críticas de cinema, informações e notícias relacionadas a tudo que envolve esse universo.

Postado por: Alessandro às 13h17
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